segunda-feira, 6 de junho de 2011

Indústria de Vinil

A forma de se consumir música, no século XX sofreu algumas mudanças. Não é preciso ter mais de 30 anos para relatar essa tal mudança. Existem pessoas que preferem ainda o LP, tanto é que artistas como Nasi, estão voltando a suas raízes e produzindo fora o CD e DVD, seus atuais trabalhos em LP também, que como ele mesmo nos disse, são produzidos para um público reduzido, que gosta de música de primeira qualidade.

No começo se tratava de partituras, passado alguns anos, surgiram os chamados compactos simples e duplos, e o Vinil, que tinha um custo de produção elevado, devido sua matéria prima ser mais cara.  Para se ter uma idéia, para se produzir um LP, nos anos 60/70, o preço gasto era equivalente a produção de 6 compactos simples e 3 duplos.

Com o tempo, as coisas foram mudando ainda mais, a indústria fonográfica ainda continua em crise, porém cada vez pior, pois sempre aparecem novas formas de se consumir música, devido ao avanço constante da tecnologia.

O grande auge da indústria fonográfica foi nos anos 70, época em que surgiu a Jovem Guarda, Roberto Carlos na época foi o artista que mais vendeu discos. O MPB também estava em alta, tanto é que as gravadoras preferiam investir em artistas que já faziam parte do cast deles e eles tinham a certeza que era um produto que vendia no mercado, do que apostar em novos, em que a propaganda é maior, pois ninguém conhece.

A chegada do MP3 mudou a vida de muita gente, ouvir e consumir música se tornou ainda mais fácil devido aos inúmeros recursos disponibilizados. Porém ainda tem gente que prefere o bom e velho Vinil.

Um exemplo de que não precisa ter mais de 30 anos para preferir o vinil do que Mp3, é do Yuri, (que é também nosso colaborador no blog) que é colecionador de Vinil, veja abaixo o que ele diz sobre isso:



Com quantos anos começou sua paixão pelo vinil?

YURI: Desde nascença (inclusive encontrei um primo meu no shopping domingo, que num via há uns 10 anos, e falei pra ele que to colecionando vinil e ele me disse "porra, ce sempre gostou dessas coisas", ele é 3 anos mais velho que eu)

Quais os motivos que te levou a colecioná-los?

YURI: Não sei. (risos). Em 2007, eu acordei num belo dia, me deu cinco minutos eu resolvi colecionar disco. Eu já tinha alguns de herança. 

Quantos LPs vc tem em sua coleção?

YURI: Mais de mil

Vc pode citar alguns nomes?

YURI: Coleção do Led Zeppelin, Pink Floyd, Guns N' Roses, Iron Maiden daí eu tenho também AC/DC, Black Sabbath, Deep Purple, Kiss, Scorpions, Beatles...etc (O William sabe todos os discos que eu tenho)

E o que você acha dos artistas (como Nasi, Pitty) que fora o CD/DVD voltaram a gravar em vinil?

YURI: Eu acho que eles deveriam primeiro se preocupar com a qualidade das músicas que eles fazem pra depois se preocuparem com o formato de mídia. Geralmente quem coleciona vinil, num coleciona qualquer porcaria, o pessoal quer qualidade no som e nas músicas, nas composições, nos instrumentos, se eles continuarem fazendo essas musiquinhas toscas pra tocar no rádio e agradar audiência da MTV e depender de vender disco pra sobreviver eles tão fudidos. O Pessoal que coleciona disco quer comprar Rock (AC/DC, Iron Maiden, Kiss), MPB (Chico Buarque, Elis Regina, Milton Nascimento), Samba raiz (Demônios da Garoa, Bezerra da Silva). Tem muita gente também que gosta de comprar discos de novela, Roberto Carlos, trilhas de filme, coletânias, etc...E não é só qualidade que conta, é legal você ter um "Led Zeppelin IV original de 1971" ou um "Abbey Road mono dos Beatles original de 1968" ou até mesmo um "Meus Caros Amigos do Chico Buarque original de 1976". Tem uma história agregada em cada disco, é o formato original de como se ouvia música quando o álbum foi lançado, sem frescuras de remasterização e o caralho a quatro.
Não sou contra o CD, por mim tudo que eu tenho eu CD eu teria em vinil e tudo que eu tenho em vinil eu teria em CD, acho os dois formatos mais do que válidos, eu compro os dois. Na verdade eu coleciono os dois, só tenho muito mais discos porque eu ganho muitos, e quando eu compro, eu pago muito mais barato que o CD. Um vinil me sai por 5, 7, 10 no máximo 15 Reais quando é duplo, ao contrário de um único CD que sai por 30 Reais.
E eu escuto disco todo dia. Eu acordo, eu coloco um disco. Como cada lado do vinil o tempo varia entre 20 e 30 minutos, e eu só tenho 30 minutos pra tomar banho/me arrumar pra trabalhar, eu cronometro através do disco, (risos). Na hora do almoço, vou ouvir uma música, coloco disco também, de noite também. Eles não ficam de enfeite não como os colecionadores fazem com suas coleções. Eu ouço disco todo dia normal como todo mundo ouve música. Não escuto FM.

domingo, 5 de junho de 2011

Marcão está de volta ao Charlie Brown Jr.

Para a alegria dos fãs do Charlie Brown Jr. Marcão está devolva a trupe santista.

Marcão ficou afastado da banda durante 5 anos. E em maio de 2011 o guitarrista volta a seu antigo grupo, e o que não era de se esperar causando alvoroço entre os milhares de fãs da banda.

Durante a apresentação do grupo santista no 3º Viradão Carioca, evento que aconteceu nos dias: 20, 21 e 22 de maio no Rio de Janeiro, o vocalista do CBJr, Chorão chamou o guitarrista para tocar velhas músicas do grupo, dentre elas, destaque para “Papo Reto”.
(Marcão durante a apresentação no Viradão Carioca)

Para oficializar a volta do guitarrista, a banda fez um vídeo e postou no You Tube, para que os fãs soubessem quais os motivos que o levou sair e os que o levou a voltar do grupo.

Entramos em contato para saber como foi à recepção dos fãs e a do próprio guitarrista, mas ainda não tivemos o retorno.

Acesse o link abaixo, e confira o vídeo confirmando a volta do guitarrista Marcão:





Mais informações você sobre o grupo, pode obter na página oficial da banda: http://charliebrownjr.uol.com.br/blog/categoria/noticias/

quinta-feira, 26 de maio de 2011

It's a long way to the top if you wanna rock n' roll

(Banda Open Bar, em uma apresentação no Teatro Elza Munerato)



Enquanto a maioria das pessoas está na balada procurando diversão, existe uma parcela do pessoal que esta nela trabalhando. Como é o caso dos músicos, que tem como função agitar a noite de quem está atrás das melhores alternativas de diversão. Porém não é fácil para um músico que cria um projeto sério, e de nível apresentável encontrar onde se apresentar. Quando se fala em rock isso se torna mais escasso ainda. Os lugares que são especializados em rock n´roll estão em número menor, e também podem apresentar estruturas mais precárias, como qualquer casa de qualquer gênero pode apresentar.


Em um show da banda de rock Open Bar, conversei com Rafael Bortholucci, guitarrista do grupo. Para Rafael as dificuldades que uma banda independente passa são várias, muitas vezes as casas em que vão se apresentar não disponibilizam cubos e caixas de som. O que obriga o grupo a usar seu próprio equipamento. Os transporte dos cubos e caixas também se torna um problema. O cachê que surge no final da noite muitas vezes não é o esperado. Mas segundo Rafael: “sempre vale a pena, já que você está fazendo o som que gosta. Para um público que sabe apreciar o rock n´roll”.


O caminho é longo meus amigos, o caminho não é fácil, mas está ai para ser seguido.


Segue abaixo esse clássico do AC/DC, com legendas para entender melhor a idéia:




segunda-feira, 23 de maio de 2011

Entrevista com o Nasi

Como haviámos prometido, vamos colocar uma pequena parte da nossa primeira entrevista para o TCC, com o Nasi, pra quem não sabe, ele é ex-vocalista da Banda Ira, que está se apresentando novamente ao cenário da música, mas agora em carreira solo. Confira abaixo um pouco desta conversa.
 (Vivielen nossa companheira, Nasi, Yuri, eu "Bruna", William)




O que é estar AO VIVO EM CENA?


Nasi: Eu particulamente precisava me aprensentar de novo, precisava me apresentar na carreira a solo. E esse DVD serviu pra isso, pra mostar meu trabalho, não como eu tinha paralelo ao Ira, e sim solo, seguindo outro caminho. Então, ele foi muito bem feito, tem entrevistas com os músicos, ensaios para a gravação e até uma pequena biografia falada da boca de outras pessoas do ramo da música. Quem tem esse meu trabalho, tem um registro de todas as minhas fases, e pra quem não me conhece, passar a me conhecer.
 
Esse seu trabalho foi gravado em CD, DVD e LP, qual o seu formato favorito?

Nasi: O LP ainda não saiu, eu espero que saia. Esse foi um projeto feito para o DVD. É meu primeiro DVD solo, e não meu primeiro trabalho, eu tenho trabalho solo paralelo ao Ira, desde a década de 1990, lancei um total de 4 CDs, eles até estão disponível em meu site, se fossem 4 DVDs eu faria o mesmo. Houve então o interesse da gravadora e lançamos. O DVD com 16 faixas, e o CD com 14 faixas.


Comentário do DVD

Nasi: Especificamente eu não falei mal de uma banda, e sim da Cena. Hoje em dia tem algumas coisas que falam de sertanejo, e se for ver, de sertanejo não tem nada, é mais voltado para um POP, aproximando de um POP ROCK. Eu particularmente não gosto desse termo POP ROCK, esse termo veio dos anos 60, que se iniciou com The Beatles, que significava música mais popular. No Brasil o ROCK popular começou nos anos 80, o Camisa de Vênus por exemplo era um Rock Popular, mais não era POP ROCK. O POP ROCK, era mais "legalzinho, comercialzinho". Essa minha critíca em geral é do cenário, é muito fácil chutar o "emos" e falar mal do Cine e Restart, deixa os meninos fazerem e viver a vida deles do jeito que eles mais gostam. O problema é o que as rádios e gravadoras estão escolhendo para tocar no rádio, e isso não envolve só o Rock.

Os CDs geralmente custam em média R$20,00 e os LPs R$80,00 o que você acha desse preço no cenário fonográfico brasileiro?


Nasi: O LP, ele serve para um público específico, que quer boa qualidade, que quer ter aquele formato, que realmente tem um aparelho mediamente bom. Ele não é um produto de massa. Eu acho independente. Eu por exemplo, se eu gostar do trabalho eu pago R$ 80,00, como se trata de um produto sofisticado, eu não sei dizer se o preço está bom o não.


Você acha que os produtores que lançam produtos duvidosos no mercado, faz com que a Indústria Fonográfica perda credibilidade?

Nasi: A indústria fonográfica nunca teve muita credibilidade, você encontra mais credibilidade na indústria pornográfica do que na fonográfica, porque a indústria fonográfica sempre lançou porcaria. O público que consomem desses tipos são massacrados com os meios de comunicação, programas de auditório. Como está difícil vender CDs, eles apostam em coisas que está fazendo sucesso e invencíveis.

 

 

domingo, 15 de maio de 2011

Carta de John Lennon criticando Paul McCartney e Linda vai a leilão

(Yoko, Lennon e Paul)

100 mil é o valor que a carta de Lennon para McCartney pode alcançar em um leilão, que acontece este mês nos Estados Unidos.

O documento com a data do ano de 1971, e é uma resposta a uma outra carta assinada por Linda McCartney . O texto conta sobre os bastidores da sepação dos Beatles, entre outros assuntos.

Em um dos trechos John Lennon comenta sobre a restrição que teve ao título de Member of the Order of the British Empire (Membro da Ordem do Império Britânico). Entregue pela rainha Elizabeth Segunda aos Beatles. Que John acabou devolvendo em 1969, em protesto contra a política externa britânica. "Quando indagado sobre o que eu achava a respeito do MBE, eu lhes disse da melhor maneira que eu pude, pelo que eu me recordo. E eu me recordo de sentir um certo constrangimento.

Também na carta o ex-beatle faz um ataque a mulher de McCartney, comentando sobre o atrito causado na banda quando decidiram quem seria o mais adequado para empresariar o grupo no fim da década de 60. Já que ele, Ringo Starr e George Harrison preferiam Allen Klein, enquanto Paul queria que seu sogro administrasse. "Claro, o aspecto financeiro é importante - para todos nós - especialmente após todas as merdinhas que surgiram com a sua insana família/sogros e DEUS TE AJUDE A ESCAPAR, PAUL - vejo você em dois anos - espero que você tenha escapado até lá".

Apesar de toda acidez direcionada a Paul McCartney, com quem formou uma parceria mágica por cerca de dez anos, John Lennon termina a carta dizendo: "apesar de tudo, amor a vocês dois, de nós dois".










sábado, 7 de maio de 2011

Bem vindos ao nosso blog

Desenvolvemos esse blog na aula de Jornalismo Digital, e iremos atualizá-lo semanalmente. Porém, como tudo na vida tem um porque, aproveitaremos o espaço para contar um pouco sobre as gravações  do nosso TCC (trabalho de conclusão de curso), que aborda, nada mais nada menos do que o Bom e velho ROCK AND ROLL E A INDÚSTRIA FONOGRÁFICA ATUAL.


Em breve, iremos colocar um pequeno trecho da nossa primeira entrevista, realizada com o Nasi, esta que foi o ponta pé inicial das gravações do nosso vídeo-documentário.