Como haviámos prometido, vamos colocar uma pequena parte da nossa primeira entrevista para o TCC, com o Nasi, pra quem não sabe, ele é ex-vocalista da Banda Ira, que está se apresentando novamente ao cenário da música, mas agora em carreira solo. Confira abaixo um pouco desta conversa.
(Vivielen nossa companheira, Nasi, Yuri, eu "Bruna", William)
O que é estar AO VIVO EM CENA?
Nasi: Eu particulamente precisava me aprensentar de novo, precisava me apresentar na carreira a solo. E esse DVD serviu pra isso, pra mostar meu trabalho, não como eu tinha paralelo ao Ira, e sim solo, seguindo outro caminho. Então, ele foi muito bem feito, tem entrevistas com os músicos, ensaios para a gravação e até uma pequena biografia falada da boca de outras pessoas do ramo da música. Quem tem esse meu trabalho, tem um registro de todas as minhas fases, e pra quem não me conhece, passar a me conhecer.
Esse seu trabalho foi gravado em CD, DVD e LP, qual o seu formato favorito?
Nasi: O LP ainda não saiu, eu espero que saia. Esse foi um projeto feito para o DVD. É meu primeiro DVD solo, e não meu primeiro trabalho, eu tenho trabalho solo paralelo ao Ira, desde a década de 1990, lancei um total de 4 CDs, eles até estão disponível em meu site, se fossem 4 DVDs eu faria o mesmo. Houve então o interesse da gravadora e lançamos. O DVD com 16 faixas, e o CD com 14 faixas.
Comentário do DVD
Nasi: Especificamente eu não falei mal de uma banda, e sim da Cena. Hoje em dia tem algumas coisas que falam de sertanejo, e se for ver, de sertanejo não tem nada, é mais voltado para um POP, aproximando de um POP ROCK. Eu particularmente não gosto desse termo POP ROCK, esse termo veio dos anos 60, que se iniciou com The Beatles, que significava música mais popular. No Brasil o ROCK popular começou nos anos 80, o Camisa de Vênus por exemplo era um Rock Popular, mais não era POP ROCK. O POP ROCK, era mais "legalzinho, comercialzinho". Essa minha critíca em geral é do cenário, é muito fácil chutar o "emos" e falar mal do Cine e Restart, deixa os meninos fazerem e viver a vida deles do jeito que eles mais gostam. O problema é o que as rádios e gravadoras estão escolhendo para tocar no rádio, e isso não envolve só o Rock.
Os CDs geralmente custam em média R$20,00 e os LPs R$80,00 o que você acha desse preço no cenário fonográfico brasileiro?
Nasi: O LP, ele serve para um público específico, que quer boa qualidade, que quer ter aquele formato, que realmente tem um aparelho mediamente bom. Ele não é um produto de massa. Eu acho independente. Eu por exemplo, se eu gostar do trabalho eu pago R$ 80,00, como se trata de um produto sofisticado, eu não sei dizer se o preço está bom o não.
Você acha que os produtores que lançam produtos duvidosos no mercado, faz com que a Indústria Fonográfica perda credibilidade?
Nasi: A indústria fonográfica nunca teve muita credibilidade, você encontra mais credibilidade na indústria pornográfica do que na fonográfica, porque a indústria fonográfica sempre lançou porcaria. O público que consomem desses tipos são massacrados com os meios de comunicação, programas de auditório. Como está difícil vender CDs, eles apostam em coisas que está fazendo sucesso e invencíveis.